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Em escala industrial, a produção é impossível
Mas se os sucessos clínicos são espetaculares, as perspectivas de colocar o elixir ao alcance da classe médica mundial são desanimadoras. Em primeiro lugar, os preços de revenda seriam proibitivos, por causa do tempo de produção e das grande3s quantidades de ouro em pó usadas nas últimas fases. Em segundo, porque, pela própria natureza do processo de produção, ele não pode ser repetido a qualquer momento e sob quaisquer condições. Nem se poderia sonhar, também, em reproduzir em laboratório as condições para fabricação, já que essas condições não são processos específicos e enumeráveis, mas efeitos globais do meio ambiente, reconhecíveis em seu conjunto mas impossíveis de analisar e dominar em seus detalhes. (Efeitos dessa ordem já foram reconhecidos em inúmeras experiências científicas, como as do professor Giorgio Piccardi, que descobriu a influência do meio ambiente cósmico sobre a composição da água). No entanto, o valor da experiência não provém das suas aplicações práticas imediatas, mas de ter oferecido à ciência os meios para investigar o fenômeno dos elixires alquímicos e uma prova incontestável da importância vital que essas investigações podem ter para a humanidade. Se a renascença da medicina alquímica pode, como diz Albellio, marcar uma data na história da ciência, não é só pelos resultados clínicos espetaculares. É que eles nos forçam a raciocinar de maneira estranha aos hábitos científicos, e talvez marquem a conquista definitiva do pensamento simbólico e analógico pela mente moderna. Isto assinalaria não só uma data na história da ciência já existente, mas a inauguração de uma ciência unificada, global, juntando, num sonho pitagórico, o que uma longa época de fragmentação e crise havia separado: a exatidão matemática e a inspiração divina.
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