E, na milésima manhã, a alma do ouro se abre


Se o alquimista é um caso extremado de tenacidade e fé inabalável, em troca disso ele adquire, ao abandonar o mundo profano para dedicar-se à obra, o direito de ingresso num outro mundo, que Raymond Abellio descreve com "uma perpétua manhã feita de sol levante, de orvalhos e seivas, e onde a menor folha de relva é tocada com um respeito religioso.  É também o mundo das forças obscuras do céu e da terra, que se juntam num inquietante trabalho de parto, ora aliadas, ora inimigas, e das quais o homem parece esperar algum sacramento secreto.  Vem enfim a milésima manhã, onde a alma do ouro se abre".
Nas cocções finais, o levedo, alitado e tratado, é misturado ao ouro e assimila suas propriedades medicinais, enquanto
desaparece qualquer traço material do metal.  Esta desaparição foi constatada em todos os exames de laboratório feitos pelo Dr. Rudolf Hauschka, diretor do Walla-Heïlmittel - Laboratorium, em Eckwälden, na Alemanha, e mais tarde repetidos pela Waleda AG de Stuttgart.  Ela é tanto mais surpreendente quando se constata que as propriedades medicinais do líquido são precisamente aquelas atribuídas ao metal ouro na homeopatia e na medicina funcional, que o usam no tratamento de doenças cardíacas e de sequelas da sífilis.  Só que o ouro potável tem um grau de atuação explosivamente maior:  sifilítica, por exemplo, ele parece verdadeiramente reconstituir os tecidos lesados, levando vários dos cientistas que o examinaram à hipótese de que ele age diretamente no núcleo das células, em um nível que os remédios comuns não atingem.  Isso explicaria:

  1. A regeneração rápida das células, já que o núcleo tem um papel essencial na organização do metabolismo celular;
  2. O fato de que uma boa alimentação durante o tratamento aumenta mais ainda a rapidez de recuperação, já que os alimentos fornecem uma base material necessária para a reorganização do protoplasma depois que o elixir ativou o funcionamento do núcleo.
  3. As propriedades antivírus do elixir, já que os vírus perturbam o metabolismo normal do núcleo precisamente ao nível dos ácidos desoxirribonucléicos, que tem um papel tão importante no equilíbrio da célula.
Apesar dos bons resultados obtidos em algumas doenças específicas, o ouro potável funciona melhor ainda como uma espécie de adjuvante universal, que, fornecido em qualquer doença, diminui consideravelmente o tempo que o paciente leva para oferecer uma resposta ao tratamento.